Tudo era calmaria
Na calma de um corpo
Cansado que aos poucos
No leito sereno
De sereno molhado
Inerte dormia
Um rosto moreno
Que pelo sereno
Molhado na face escorria
As gotas desciam
Alheias nos trilhos
Dos seios vibrantes
Que naquele instante
Ondulavam-se ao som
Sereno da respiração
Tranquila tão calma
Sussurros da alma
Que esquece os agitos
Mil horas de um dia
Da vida agitada
Que nunca se entrega
Apenas desapega
Nessa calmaria
Cezário Pardo
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