sábado, 4 de janeiro de 2025

CALMARIA

 Tudo era calmaria

Na calma de um corpo

Cansado que aos poucos 

No leito sereno

De  sereno molhado

Inerte dormia

Um rosto moreno 

Que pelo sereno

Molhado na face escorria

As gotas desciam

Alheias nos trilhos

Dos seios vibrantes 

Que naquele instante 

Ondulavam-se ao som

Sereno da respiração 

Tranquila tão calma 

Sussurros da alma 

Que esquece os agitos 

Mil horas de um dia 

Da vida agitada 

Que nunca se entrega 

Apenas desapega 

Nessa calmaria


Cezário Pardo

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