Eu queria ser poeta
Pra escrever coisas bonitas
Que tocasse o coração
Aflorasse as emoções
Revolvendo o interior
No equilíbrio dó ser
Confundindo sentimentos
Emoções e a razão
Na construção do consenso
O que eu sinto e o que eu penso
Chegando a um equilíbrio
Edificando o viver
Buscando o ser, mais que o ter
Na escolha dos valores
Prevalecessem as virtudes
Que levassem a atitudes
De um melhor conviver
Que levassem os meus leitores
A orar como Francisco:
“Senhor fazei que eu procure mais amar que ser amado,
compreender que ser compreendido,...”
E assim viver o conteúdo da prece.
Se tudo isso eu pudesse
Eu seria com certeza
O mais realizado dos poetas.
sábado, 11 de dezembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
EU O POETA
Eu queria ser poeta
Pra escrever coisas bonitas
Que tocasse o coração
Aflorasse as emoções
Revolvendo o interior
No equilíbrio dó ser
Confundindo sentimentos
Emoções e a razão
Na construção do consenso
O que eu sinto e o que eu penso
Chegando a um equilíbrio
Edificando o viver
Buscando o ser, mais que o ter
Na escolha dos valores
Prevalecessem as virtudes
Que levassem a atitudes
De um melhor conviver
Que levassem os meus leitores
A orar como Francisco:
“Senhor fazei que eu procure mais amar que ser amado,
compreender que ser compreendido,...”
E assim viver o conteúdo da prece.
Se tudo isso eu pudesse
Eu seria com certeza
O mais realizado dos poetas.
Pra escrever coisas bonitas
Que tocasse o coração
Aflorasse as emoções
Revolvendo o interior
No equilíbrio dó ser
Confundindo sentimentos
Emoções e a razão
Na construção do consenso
O que eu sinto e o que eu penso
Chegando a um equilíbrio
Edificando o viver
Buscando o ser, mais que o ter
Na escolha dos valores
Prevalecessem as virtudes
Que levassem a atitudes
De um melhor conviver
Que levassem os meus leitores
A orar como Francisco:
“Senhor fazei que eu procure mais amar que ser amado,
compreender que ser compreendido,...”
E assim viver o conteúdo da prece.
Se tudo isso eu pudesse
Eu seria com certeza
O mais realizado dos poetas.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
UM POUCO DE NOSTALGIA
Seu Dotô me dê licença, pra minha história contar, pode ela até ser sem graça, mas preciso te falar, sei que não sô, dotô em nada, nem pois gradduado sô, talveis a minha história possa não li agradar, eu as vezes fico relembrando os tempos di mininu, na piquena vila de Piacatu, lá na linha Noroeste, interior di São Paulo. Di longe iscuitava o toque do berrante e não demorava a rua cuaiava di gado era pra umas mais de mil cabeças, a gente entrava pra dentro e fechava as portas, com medo do estouro de boiada que eu nunca vi um só de ouvi falar que erq um verdadeiro pandemonio e que se ocorresse na cidade a gente corria risco de vida, principalmente as criqanças na rua.
Quando a noite chegava, principalmente nas noites de lua, a gente sentava num banco de madeira no terreiro de casa para ouvir as histórias da carochinha, estórias de príncipes e princesas encantados, de dragões, sepentes e outras feras e os heróis que as derrotavam, que os mais velhos nos contavam, outras vezes, enquanto eles conversavam, conversa de adulto nó brincávamos de pique-esconde, de salva, pé na lata e outras tantas brincadeiras.
Outras vezes ouvíamos a conversa sobre política, de Jânio quadro e suas quatrocentas vassouras, pra varrer a corrupção, diziam que iria etregar as vassouras aos funcionários fantasmas, engraçado que Jânio foi eleito e depois renunciou e parece que nem mesmo os adultos nada entenderam, parece que política foi feita para não se entender mesmo eu ficava pensando.Por aí a gente vê que a corrupção política é coisa muito antiga e adisputa do poder vem desde o tempo do antigo testamento, mas isso fica pra outra vez, deixa eu cá com minha nostalgia, prosseguindo assim nesse "flash back". Eu já fui Office Boy de Muié Dama, no tempo que o taxi era a charrete. Minha nobre função era chamar o charreteiro pra buscar a madame pra passear, comprar cigarro pra elas entre outras pequenas coisas.
Ainda nos arredores da pequena Piacatu, na minha saudosa infância, acompanhava meus pais e irmão mais velhos, nos caminhões de bóia-fria, para as colheitas de algodão, de amendoim, onde eu ajuidava catando as bagens que caíam. Fui também menino da porteira, na gleba Barreirão, ficava encima da porteira, esperandoas pessoas à cavalo, os carros, de moto ou mesmo de bicicleta, que vinham de Piacatu ou da gleba Jangadão e atravessavam a fazenda do Osvaldo Cintra, grande pecuarista da região, sempre eu ganhava algumas moedas, ou mesmo balinhas ou doces, não me lembro se asía pulando, mas ficava muito contente.
Passamos por algumas privações, vida de pobre, mas tive uma infância feliz.
Quando a noite chegava, principalmente nas noites de lua, a gente sentava num banco de madeira no terreiro de casa para ouvir as histórias da carochinha, estórias de príncipes e princesas encantados, de dragões, sepentes e outras feras e os heróis que as derrotavam, que os mais velhos nos contavam, outras vezes, enquanto eles conversavam, conversa de adulto nó brincávamos de pique-esconde, de salva, pé na lata e outras tantas brincadeiras.
Outras vezes ouvíamos a conversa sobre política, de Jânio quadro e suas quatrocentas vassouras, pra varrer a corrupção, diziam que iria etregar as vassouras aos funcionários fantasmas, engraçado que Jânio foi eleito e depois renunciou e parece que nem mesmo os adultos nada entenderam, parece que política foi feita para não se entender mesmo eu ficava pensando.Por aí a gente vê que a corrupção política é coisa muito antiga e adisputa do poder vem desde o tempo do antigo testamento, mas isso fica pra outra vez, deixa eu cá com minha nostalgia, prosseguindo assim nesse "flash back". Eu já fui Office Boy de Muié Dama, no tempo que o taxi era a charrete. Minha nobre função era chamar o charreteiro pra buscar a madame pra passear, comprar cigarro pra elas entre outras pequenas coisas.
Ainda nos arredores da pequena Piacatu, na minha saudosa infância, acompanhava meus pais e irmão mais velhos, nos caminhões de bóia-fria, para as colheitas de algodão, de amendoim, onde eu ajuidava catando as bagens que caíam. Fui também menino da porteira, na gleba Barreirão, ficava encima da porteira, esperandoas pessoas à cavalo, os carros, de moto ou mesmo de bicicleta, que vinham de Piacatu ou da gleba Jangadão e atravessavam a fazenda do Osvaldo Cintra, grande pecuarista da região, sempre eu ganhava algumas moedas, ou mesmo balinhas ou doces, não me lembro se asía pulando, mas ficava muito contente.
Passamos por algumas privações, vida de pobre, mas tive uma infância feliz.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O CARA DO ESPELHO
O cara do espelho,
Tão triste calado,
Diz-me diz sem palavras.
Com olhos opacos,
Sem luz e sem brilho,
Onde está você?
Que não vem me ver,
Não fala comigo,
Não encontra tempo,
Pra me olhar nos olhos,
Saber como estou,
Se eu fico ou se vou,
Pra lá, ou pra cá...
E eu só respondo,
Com um gesto de ombros,
O que vou fazer?
Se a vida é correr,
Pra aqui e pra ali,
É muito sair,
É pouco chegar.
Vida é movimento,
Correr contra o tempo,
E nunca parar.
Pois vivo correndo,
Até mesmo de mim.
Aí vem novamente
O cara do espelho
Com olhos vermelhos,
A quem eu só vejo
Ao pentear os cabelos
E ainda correndo
E ele dizendo:
Meu Deus! Até quando,
Ficar implorando,
Um minuto pra mim?
Pois a vida é assim,
Trabalho em excesso,
Dinheiro escasso,
Sem muito sucesso,
Fugir do fracasso.
É o supermercado,
É a água, é a luz,
Que a vida conduz,
À loucura total.
E assim, afinal,
O cara do espelho
Fica pra depois.
Pra quando eu não sei.
Pois a vida é externa,
Pressões sociais,
Que a gente não mais
Consegue parar
E na vida pensar,
Viver e conviver.
Sem razão de ser,
Pois tempo não há,
Pra vida curtir,
Amar, sentir,
Sorrir e brincar,
Assim se voltar,
Um pouco mais notar
E valorizar,
O cara do espelho...
Tão triste calado,
Diz-me diz sem palavras.
Com olhos opacos,
Sem luz e sem brilho,
Onde está você?
Que não vem me ver,
Não fala comigo,
Não encontra tempo,
Pra me olhar nos olhos,
Saber como estou,
Se eu fico ou se vou,
Pra lá, ou pra cá...
E eu só respondo,
Com um gesto de ombros,
O que vou fazer?
Se a vida é correr,
Pra aqui e pra ali,
É muito sair,
É pouco chegar.
Vida é movimento,
Correr contra o tempo,
E nunca parar.
Pois vivo correndo,
Até mesmo de mim.
Aí vem novamente
O cara do espelho
Com olhos vermelhos,
A quem eu só vejo
Ao pentear os cabelos
E ainda correndo
E ele dizendo:
Meu Deus! Até quando,
Ficar implorando,
Um minuto pra mim?
Pois a vida é assim,
Trabalho em excesso,
Dinheiro escasso,
Sem muito sucesso,
Fugir do fracasso.
É o supermercado,
É a água, é a luz,
Que a vida conduz,
À loucura total.
E assim, afinal,
O cara do espelho
Fica pra depois.
Pra quando eu não sei.
Pois a vida é externa,
Pressões sociais,
Que a gente não mais
Consegue parar
E na vida pensar,
Viver e conviver.
Sem razão de ser,
Pois tempo não há,
Pra vida curtir,
Amar, sentir,
Sorrir e brincar,
Assim se voltar,
Um pouco mais notar
E valorizar,
O cara do espelho...
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