segunda-feira, 12 de março de 2018

DESESPERO


Vivo desesperado, nada espero,
Sei que não há para mim mais esperança.
Assim chorando vivo como criança,
Se não posso querer-te, nada quero.

E é por isso que então me desespero,
Pois desespero  é dor, que em mim avança.
Foram se os tempos bons e de bonança,
Felicidade amor restou-me zero.

Se hoje com esta dor não me acostumo,
Viver só de tristeza é meu destino
Em dor e solidão que me consumo.

Na vida que sem sabor, que sem tempero,
É vida que conduz-me ao desatino,
Acabrunhado nesse desespero.


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