RETRATOS DO SERTÃO
Num velho banco de madeira
Ou num tronco de aroeira
Um homem de meia idade
Recordando a mocidade
Que em nós perpetuaria
Em círculos posicionados
Ao redor do pai, sentados
Pela luz da lamparina
Uma chama pequenina
A escuridão diminuía
Nas noites de lua cheia
Como uma grande candeia
O luar nos alumiando
Aquela prosa escutando
Cheia de sabedoria
De um homem iletrado
Pela vida diplomado
Sua leitura de mundo
Era de um saber profundo
Que para nós transmitia
Quando a lua cor de prata
Surgia por trás das matas
Clareando a imensidão
Mas não o meu coração
Que tão aflito batia
A juventude chegava
E a flor do amor desabrochava
Aquela linda donzela
Era uma flor das mais belas
E por ela o amor nascia
Surgiu meu amor primeiro
Brincando lá no terreiro
De roda, jogando verso
Em sentimentos conversos
O amor em poesia
Sentimentos passageiros
Também o amor verdadeiro
Que marcou meu coração
São retratos do sertão
Na minha recordação
É como fotografia
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário